A Reforma Tributária já começou e traz mudanças para as viagens corporativas. Neste artigo, reunimos o que você precisa saber: o que é a Reforma, o cronograma, o impacto nas viagens e como a Paytrack apoia sua empresa nas obrigações fiscais e na recuperação de crédito.
A Reforma unifica tributos sobre consumo, como PIS, Cofins, ICMS e ISS, em dois novos: a CBS, federal, e o IBS, estadual e municipal.
No novo modelo, o imposto pago nas compras da empresa pode gerar crédito a ser deduzido, desde que a despesa seja elegível e tenha o documento fiscal correto. Isso inclui as viagens corporativas.
A transição é gradual: começou em 2026 e termina em 2033, com etapas definidas ao longo do caminho.
Cronograma previsto
| Data | O que muda |
|---|---|
Vigente desde ago 2026 | Os campos de IBS e CBS passam a ser obrigatórios nos documentos fiscais eletrônicos, com alíquota-teste de 1%. Ponto de atenção para o seu time contábil e fiscal. |
1º dez 2026 | BP-e obrigatório no transporte aéreo. É o primeiro impacto direto da Reforma nas viagens corporativas. |
Jan 2027 | A CBS entra em vigor de forma efetiva, e PIS e Cofins deixam de existir. |
Jan 2028 | O Split Payment passa a valer entre empresas: parte do imposto é recolhida no momento do pagamento, e não mais no fechamento do mês. |
2029 a 2032 | Transição gradual do ICMS e do ISS para o IBS. |
2033 | O novo modelo entra integralmente em vigor. |
Como isso impacta as viagens corporativas
A partir de 1º de dezembro de 2026, cada passagem aérea passa a ter um documento fiscal eletrônico com os dados de quem pagou. É ele que permite à sua empresa recuperar o crédito de IBS e CBS sobre a compra.
Termos importantes
- BP-e: Bilhete de Passagem Eletrônico, o documento fiscal que comprova a compra de uma passagem.
- BP-e TA: a versão do BP-e para o transporte aéreo, emitida pela companhia aérea a cada bilhete vendido.
Pontos de atenção
- O CNPJ define o crédito. Tem direito ao crédito quem consta como pagador no documento fiscal. Dado errado ou incompleto é crédito perdido.
- Nem toda despesa gera crédito. Hospedagem e alimentação, por exemplo, não geram; a taxa de agenciamento, sim. Por isso, separar cada item da nota faz diferença no resultado.
- Fornecedores também contam. Se o fornecedor não estiver em situação fiscal regular, sua empresa não aproveita o crédito da compra. Vale revisar sua base de fornecedores.
O que a Paytrack está fazendo
Como parceira de tecnologia em viagens e despesas corporativas, preparamos a plataforma e as integrações para apoiar sua empresa em duas frentes:
- Obrigações fiscais: enviamos às companhias aéreas todos os dados fiscais das compras de bilhetes, para que emitam os documentos necessários à recuperação de crédito, quando elegível.
- Recuperação de créditos: rastreabilidade completa dos dados para simplificar a apuração dos valores elegíveis.
Próximas atualizações
A regulamentação ainda está em andamento, e regras e datas podem mudar. Sempre que isso acontecer, atualizaremos este artigo e avisaremos sua empresa com o que muda e o que é preciso fazer.